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Xingu O Filme

Três jovens irmãos (Villas-Bôas)  decidem mudar suas vidas drasticamente. Em busca de aventuras saem em uma expedição por terras desconhecidas, o que não imaginavam era como mudariam as vidas de muitas outras pessoas durante sua longa jornada.

Este é o enredo de XINGU O Filme, que retrata a vida de Orlando Villas-Bôas (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio Villas-Bôas (João Miguel), 25, e Leonardo Villas-Bôas (Caio Blat), 23 anos e de muitos povos indígenas afetados drasticamente pela ambição do Homem Branco. Sob fotografias lindíssimas de nosso País, o Filme busca retratar uma passagem importânte da história do Brasil e dos povos indígenas que habitavam a região do XINGU naquela época, mostrando o lado desumano do homem branco e o esforço incansável dos irmãos para manter viva a cultura dos povos que habitam a região.

Um filme onde os mocinhos também são bandidos e os esforços para minimizar o impacto do contato com o homem branco são apresentados de forma clara e objetiva. A delimitação do Parque Indígena do XINGU mostra-se como última saída para manter os diversos povos indígenas vivos e protegidos por tempo indeterminado das ações de “desenvolvimento” do País.

Não vou entrar em detalhes sobre o filme, pois acredito que você deve tirar suas próprias conclusões ao conferir este longa metragem de lindas paisagens brasileiras. No entanto, não há como entrar no tema do filme sem falar um pouco dos índios que habitam o Parque e suas características, portanto desponibilizo a seguir um material muito legal ao qual tive contato e gostaria de compartilhar com vocês para apreciação.

Durante as filmagens (obviamente) nossos atores e produtores brasileiros tiveram contato com diversos povos indígenas e nada melhor do que o contato direto e convivio para se ter a real noção do quão diferente são suas crenças e como devemos respeita-los. Abaixo segue um breve relato do ator Caio Blat sobre seu convívio com os índios, vale a pena conferir para entender um pouco dessas culturas extraordinárias.

Parque Indígena do XINGU

  • 26,4 mil quilômetros quadrados;
  • 2.825.470 hectares de mata virgem;
  • 16 povos indígenas habitam a área;
  • 50 anos de existência;

Povos que habitam o Parque Indígena do XINGU (população aproximada):

  • AWETI (195);
  • IKPENG (459);
  • KALAPALO (385);
  • KAMAIURÁ (467);
  • KAWAIWETÉ “KAIABI” (1.193);
  • KISÊDJE “SUIÁ” (330);
  • KUIKURO (522);
  • MATIPU (149);
  • MEHINAKO (254);
  • NAFUKUÁ (126);
  • NARUVÔTU (69);
  • TAPAYUNA* (60);
  • TRUMAI (97);
  • WAURÁ (409);
  • YAWALAPITI (156);
  • YUDJÁ (JURUNA) (348).

Fontes: Ipeax 2011 / Unifesp 2010 / Funai 2003.

* Estimado a partir de levantamento de Kamani
Kĩsêdjê (2006).

Obras da Hidrelétrica Belo Monte

Segundo o filme, a 50 anos o parque se mantem vivo e intacto, preservando sua fauna e flora, assim como as populações indígenas que habitam a região. Nenhuma influência do homem branco foi observada até a chegada da Hidrelétrica de Belo Monte.

Os impactos causados na Volta Grande do Xingu, que banha diversas comunidades ribeirinhas e duas Terras Indígenas – Juruna do Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ambas no Pará -, serão diretamente afetadas pela obra, além de grupos Juruna, Arara, Xypaia, Kuruaya e Kayapó, que tradicionalmente habitam as margens desse trecho de rio. Duas Terras Indígenas, Parakanã e Arara, não foram sequer demarcadas pela Funai. A presença de índios isolados na região, povos ainda não contatados, foram timidamente mencionados no parecer técnico da Funai, como um apêndice.

Fonte: problemasambientais.com.br

Busque as aldeias dos povos indígenas do XINGU atravé do Google Earth!

Quem sobrevoa a região nordeste do estado de Mato Grosso se depara com
uma das mais impressionantes cenas de contraste entre conservação e
degradação ambiental.
O que se vê é uma enorme mancha verde de floresta muito conservada, literalmente
ilhada em um mar de pastagens, plantios e solos expostos de áreas
desmatadas e abandonadas.
A floresta, em muitos locais geometricamente recortada sem considerar limites
naturais, é uma ilha de biodiversidade com 26,4 mil quilômetros quadrados, equivalente
ao tamanho do estado de Alagoas, encravada na zona de transição entre o
Cerrado e a Floresta Amazônica, os dois maiores biomas brasileiros.
Mas ao observador mais atento, não escapará a percepção das pequenas clareiras,
geralmente circulares, ocupadas por construções cobertas com folhas de palmeiras
de arquitetura e distribuição espacial muito singulares. São as aldeias indígenas onde
vivem em relativa segurança 16 povos indígenas, somando quase seis mil indivíduos.
Esse é o PIX – Parque Indígena do Xingu, uma das maiores e mais antigas áreas
protegidas criadas no Brasil e uma das mais importantes e bem sucedidas experiências
de conservação da diversidade cultural e ambiental brasileiras.

Almanaque Socioambiental – Parque Indígena do Xingu 50 anos

Rio Xingu

Almanaque Sócioambiental – Parque Indígena do XINGU

Para quem se interessou pelo Parque Indígena do Xingu, abaixo segue o link para download do “Almanaque Socioambiental – Parque Indígena do Xingu 50 anos” que possui muitas informações interessantes sobre o parque e povos que o habitam.

http://www.socioambiental.org/loja/detalhe_download.html?id_prd=10380

Vale a pena ir ao Cinema conferir esta abordagem da história do Parque Indígena do Xingu! Não perca a chance de ver um pouco da história destes povos indígenas nas telonas.

Fazendo a diferença:

E para você que quer fazer a diferença, abaixo alguns movimentos em busca da preservação dos povos do Xingu:

  1. Xingu 50 Anos
  2. Movimento Xingu Vivo
  3. Instituto Socioambiental
  4. Cinedela (Belo Monte – Anúncio de uma guerra):
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Sobre Belo Monte

Muito se tem discutido sobre a construção da Usina de Belo Monte. Acontece, que Belo Monte não é um projeto recente do governo. Ela começou a ser discutida desde meados dos anos 80 e foi barrada devido à forte pressão indígena que atraiu visibilidade em todo o mundo, inclusive tendo o musico Sting como porta voz do movimento. Se quiser saber clique aqui e leia a cronologia da Usina de Belo Monte na Wikipedia.

Recentemente, foi lançado o Movimento Gota d’água, feito por artistas globais à fim de arrecadar Um Milhão de assinaturas para barrar Belo Monte. Antes de continuar, assista o vídeo abaixo:

O vídeo foi compartilhado e espalhado na redes sociais, atingiu um grande numero de pessoas, mas também gerou muitas críticas. Dentre elas, o fato de ter sido feito por atores globais que “não estão nem aí pras causas ambientais” e pela superficialidade de conteúdo do vídeo.

Ok, pode até ser que muitos desses atores não estejam diretamente ligados à causas ambientais, mas antes de criticar é preciso conhecer. O ator Marcos Palmeira por exemplo, planta orgânicos e é adepto à agroecologia. Leia uma entrevista feita pelo Greenpeace com o ator.

E o vídeo é de fato bem superficial. Mas, foi o suficiente para atingir a massa e instigar uma série de outros vídeos que começaram a pipocar nas redes.

Como por exemplo, a crítica ao movimento Gota d’água feita por alunos do curso de Engenharia Civil da Unicamp. Assista abaixo:

Esse vídeo foi também muito criticado pelos ambientalistas e defensores de Belo Monte. Ao invés de ficarmos escrevendo aqui o porque o vídeo apresenta dados incoerentes, assista abaixo um ótimo video feito por um professor de Biologia. O vídeo apresenta dados históricos e técnicos, além de ser, entre todos o que apresenta conteúdo que agrega de fato a discussão, uma verdadeira aula sobre o assunto !

Finalizando, reunimos aqui alguns principais videos que surgiram na internet recentemente sobre o tema Belo Monte. Ao final desse post deixaremos mais alguns links para quem quiser ler mais sobre a discussão. Antes de argumentar se você é a favor ou contra, informe-se para que assim você possa construir sua própria opinião. Com uma sociedade bem informada conseguiremos alcançar debates cada vez mais sérios, e construir um país cada vez melhor.

Acreditamos fielmente que a mudança é possível.

E ela só será possível com a participação de nós todos.

Reflita, discuta com amigos, pesquise, leia, e compartilhe!

Para saber mais:

Painel de especialistas – Análise crítica do estudo de impacto ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte

Sobre a Usina de Três Gargantas na China

Artigo no Scielo – Hidrelétricas são opção mais limpa e barata pro Brasil

Ibama admite extinções em Belo Monte

Estudo revela que Hidrelétricas emites gases do efeito estufa

Entrevista com professor da USP sobre a corrupção em torno de Belo Monte

Video dos estudantes amazônidas 

Questões rumo a Rio+20

Conforme postado anteriormente, o primeiro seminário rumo à Rio+20 acontecerá nesse sabado (10/09) no Auditório Franco Montoro, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – São Paulo-SP, das 9h00 às 17h30!

Divulgamos aqui para vocês, diretamente do comitê paulista de organização, as questões que serão debatidas no seminário:

1.     Qual é o modelo e como podemos construir uma nova economia baseada na justiça social e ambiental?

2.     Que novo modelo de governança global queremos?

3.     Muitas soluções e propostas viáveis de mudança já existem, mas são impedidas por barreiras políticas e limitações econômicas – como podemos ampliar a visibilidade e o alcance de soluções já existentes e portadoras do futuro agora?

4.     Como evitar a mercantilização da vida e a privatização da natureza e dos bens comuns?

5.     Como potencializar as campanhas já existentes e fazer emergir novas campanhas?

6.  Qual  sua visão  enquanto indivíduo ou entidade civil paulista sobre  esta problemática  e suas  soluções  sob o prisma especial do Desenvolvimento Sustentável em São Paulo, mas, não necessariamente excludente aos demais entes federativos , bem como globalmente.

Não deixem de participar desse passo importante na história brasileira!

“Venha reinventar o mundo na Rio+20”

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